22 Junho 2026
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Taxa mista voltou a ser a preferida no crédito à habitação, mas portugueses voltam a ‘apostar’ na variável

Subida das taxas parecia ter mudado os hábitos dos portugueses no crédito à habitação. Mas com a descida dos juros no ano passado mais famílias voltaram ao passado e preferiram taxas variáveis.
Nos últimos anos, os portugueses passaram a preferir a taxa de juro mista nos empréstimos da casa como forma de se protegerem da subida das taxas de juro. Parecia ser uma mudança estrutural no mercado do crédito à habitação, mas mais famílias regressaram aos velhos hábitos no ano passado e voltaram a ‘apostar’ na taxa variável.

A taxa mista, que têm um período inicial de taxa fixa seguido de um período de taxa variável, voltou a ser a preferida dos portugueses: representaram 75% dos novos empréstimos celebrados no ano passado, tanto em número de contratos como de montante de crédito concedido.

Ainda assim, e de acordo com os dados do Relatório de Acompanhamento dos Mercados de Crédito divulgado esta segunda-feira pelo Banco de Portugal, o seu peso reduziu-se face ao 2024, ano em que mais de 8 em cada dez empréstimos tinham taxa mista.

Esta redução deu-se a expensas da taxa variável – a que os portugueses historicamente dão preferência. A taxa variável esteve presente em quase 19% dos empréstimos, aumentando significativamente o seu peso face ao ano anterior (cerca de 12%).

Já a taxa fixa – em que não ocorrem alterações da prestação e a taxa de juro tende a ser mais elevada refletindo a proteção que o cliente adquire – manteve-se praticamente estável, representando cerca de 6% dos créditos.

No final de 2025, as carteiras dos bancos tinham estas taxas: pouco mais de 50% do crédito tinha taxa variável e a taxa mista tinha um peso de 44,2%.

Euribor a 6 meses é o indexante mais usado
A Euribor a 6 meses voltou a ser o indexante mais usado nos contratos com taxa variável, representando 58,9% dos novos contratos e 57,5% do montante de crédito concedido em 2025. Superou mesmo os valores observados em 2024.

A Euribor a 12 meses também aumentou na contratação de crédito à habitação, representando 32,7% dos novos contratos e 32,5% do montante concedido no ano passado.

Por sua vez, a Euribor a 3 meses perdeu força, com um peso ligeiramente acima de 3% no número de contratos e montante concedido.

Fonte: Eco