É esperada uma retoma do investimento na segunda metade de 2026, depois de meses marcados pelo agravamento do contexto geopolítico.
O conflito do Médio Oriente foi o maior responsável pelo abrandamento do ritmo do investimento imobiliário global no arranque de 2026. No entanto, é esperada uma recuperação na segunda metade do ano, com um aumento previsto de cerca de 18% nas transações pendentes no segundo trimestre face ao trimestre anterior.
O agravamento da situação no Médio Oriente refletiu-se num choque de oferta através dos preços da energia, com impacto nas expectativas de inflação, taxas de juro e crescimento, o que levou a que, no mês de março, as decisões de investimento tivessem abrandado em vários mercados. Contudo, os dados apontam sobretudo para operações adiadas e não para uma quebra estrutural da procura ou um colapso do ‘pipeline’ de investimento.
Este movimento integra-se num período de “grande volatilidade” desde início da década, marcada por diversos choques como a pandemia do Covid-19, a invasão da Ucrânia, as novas tarifas às importações nos EUA e, este ano, o conflito entre Irão, EUA e Israel.
Identifica-se ainda uma tendência dos investidores em adotarem uma gestão mais dinâmica do risco, mantendo-se assim ativos mesmo em fases de grande volatilidade. Por este motivo, o imobiliário tem mantido a sua resiliência neste atual contexto de conflitos, mesmo sendo uma classe de ativos ligada ao ciclo do PIB.
Fonte: Idealista